terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aprendendo sobre o amor

A arte da vida é aprender. Em cada acontecimento que presenciamos em nossa vida, há um sentido, uma razão de ser, que deve ser considerada, analisada, para que assim, seja aprendida. E com o amor não é diferente. Cada fase de nossa vida, temos uma perspectiva nova sobre o amor e nos perguntamos sempre se sabemos o que é o amor, se já vivemos um amor e se sabemos amar.
E qual dessas fases de nossa vida explicaria melhor, conceituaria melhor o amor?
Na infância, o amor é algo cristalino, puro, inocente. As crianças, na verdade, amam a todos e como poderiam amar apenas uma única pessoa? O amor das crianças não é egoísta. Mas em compensação as pessoas a quem elas amam devem amar somente a elas. São ciumentas. Porém, é um amor que basta a convivência diária, as brincadeiras, o tocar das mãos, o abraço e o olhar. É um amor sublime, angelical, àquele que acredita no final feliz, com princípes e princesas e onde tudo é maravilhoso e não há problema algum.
Com o passar do tempo, percebemos que fantasiamos demais sobre o amor. Aprendemos, sobretudo, que o sofrimento faz parte do amor. Ou seria do amar? Esse é o grande mistério. Amar seria fardo e alegria concomitantemente.
Eu digo que aprendemos, mas será que aprendemos realmente? A cada nova experiência amorosa resurge o medo de amar, medo de cometer os mesmos erros e até novos erros, o medo de nos machucar e machucar uma pessoa querida; se confunde e se perde em meio a tantos devaneios, ilusões, decepções e ansiedades... e só ficamos nos lamentando e nos martizando, sem nos questionar a essência, o porquê do sofrer, pois ninguém sofre por acaso, ou sem motivo algum. Porém, mesmo com os medos, renasce também a esperança, novas expectativas brotam, novos acontecimentos fazem você crer que  poderá ser melhor, que agora finalmente você encontrou o que tanto procurou e esperou. Alguns acertam e outros erram novamente. Mas, a vida é assim: um eterno aprendizado. Não devemos desistir nem se abater. Não devemos perder por medo de perder.
Não devemos ter essa triste limitação. Não seja um daqueles que se perguntam o que aconteceu, viva o agora, faça acontecer ou simplesmente, o que é bem mais interessante, deixe acontecer. Você não se arrependerá, pois coisas maravilhosas acontecem quando não esperamos nada.