domingo, 24 de abril de 2011

E porque Cristo ressuscitou, hoje celebramos um Deus vivo que vive para todo o sempre, principalmente em nossos corações.



Nesta semana que se passou relembramos o Amor ágape de Jesus por toda humanidade.
Ele foi em tudo semelhante a nós, menos no pecado. Sentiu as angústias, o medo e os sofrimentos dos humanos e, assim, ficamos mais próximos dele e de Deus. Sentiu o peso da cruz e a dor, absorvendo para si todos os pecados do mundo, sendo o verdadeiro cordeiro sacrificado, um sacrifício feito para todos nós sermos purificados, mesmo sem merecermos e fez isso apenas por amor! e bondade. "Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1). E continua a nos amar... Com a sua morte, nos libertou e com a sua ressurreição nos trouxe a confiança e esperança na vida eterna. Nos deu vida plena. Jesus venceu a morte e a morte já não tem mais poder.
A Páscoa significa uma nova oportunidade aos cristãos, porém para alcançarmos, devemos seguir a verdade e o caminho, que são o próprio Jesus:
Se queres, porém, entrar na vida eterna, guarda os mandamentos." (Mateus 19:17). E nos deu um novo mandamento: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei." (Jo 15, 12)
Dese modo, percebemos que a iniciativa de amar é de Deus e que somos convidados ao amor, pois, em Jesus Cristo, Deus mostra a capacidade humana de amar.  O Filho, encarnado e feito homem para suportar a limitação humana, faz de Sua vida uma vida inteira de amor ao outro e ao Pai.  E nos ensina a viver no amor: “como o Pai me ama, assim também eu vos amei; permanecei no meu amor” (Jo 15, 9)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Quem sou?

Quem sou?
Sou Cecília Meireles. Sou Clarice Lispector. Sou Martha Medeiros.
Sou Marisa Monte. Sou Adriana Calcanhoto. Sou Ana Carolina.
Sou Shakira e sou Rita Lee.
Sou Djavan. Sou Zé Ramalho. E sou Skank.
Assim, sou canções e baladas. Sou dança; não mais bailarina.

Sou água, NUNCA fui fogo. Apesar de ser mais verão que inverno, sou meio primavera. Sou João Pessoa. Sou Nordeste. Mas o Sul também é minha praia. Itália. Espanha. França. Grécia.

Sou livros, cd’s, revistas. Sou internet. Sou cinema. Sou filmes, sou comédias românticas. Sou fotografias. Saudades e Lembranças...

Sou azul, nada de rosa. Cabelos ondulados. Castanhos. Sou branquela, às vezes vermelha envergonhada. Sou rubro-negra.

Sou jeans. Sou havaianas, nada de tênis. Sou esmalte clarinho, fraquinho. Sou rímel. Sou batom. Sou vestido de festa e salto alto. Sou banho quente com muitos hidratantes. Mas também sou mar. Não sou areia.

Sou minha fé: minha paz, alegria e conforto. Sou oração e louvor. Sou para família e para amigos. Sou coração; mas a razão, às vezes, me recua.

Sou mais noite que dia, mais chuva que sol, mais salgado que doce, mais sorvete de flocos que napolitano. Sou açaí. Muita massa e Coca-cola. Nada de verduras. Mas gosto de morango.

Sou mais ouvidos que palavras. Não falo o que sinto, mas demonstro. Sou mais sorrisos que lágrimas. Mas não posso ver ninguém chorar. Sou sensível. Sou pisciana.

Não sou autocrítica, me julgo demais. É isso mesmo, sou contraditória. Politicamente correta. Sou determinada, perfeccionista, dedicada e ansiosa. Estudiosa, não inteligente. Estressada, quando me provocam; às vezes até rude. Irônica. Mas não sou agressiva, apenas defensiva.

Sou a dona das pérolas e palhaçadas. Sou menina, curiosa, perdida, desastrada. Tímida, porém simpática. Sou jo, às vezes josie. Sou Josiene.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quando eu te vejo

Quando eu te vejo

Quando eu te vejo,
Tudo fica calmo, tranqüilo
Quando eu te vejo,
Começo a suar frio

Quanto eu te vejo,
Corro pra te abraçar
Quando eu te vejo,
Meu coração só falta saltar

Quando eu te vejo,
Seguro a tua mão
Quando eu te vejo,
Não sei te dizer não

Quando eu te vejo,
A ausência se esvai por um instante
Quando eu te vejo,
A saudade permanece incessante

Quando eu te vejo,
Falo suavemente
Quando eu te vejo,
Fico muda inconscientemente

Quando eu te vejo,
Músicas insistem em tocar
Quando eu te vejo,
Não paro de te beijar

Quando eu te vejo,
Toma conta a emoção
Quando eu te vejo,
Só quero saber da sua proteção

Quando eu te vejo,
Eu sinto o amor
Quando eu te vejo,
Não sei o que é dor


                                                                      Dedicado à Pedro Yvo Martins

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aprendendo sobre o amor

A arte da vida é aprender. Em cada acontecimento que presenciamos em nossa vida, há um sentido, uma razão de ser, que deve ser considerada, analisada, para que assim, seja aprendida. E com o amor não é diferente. Cada fase de nossa vida, temos uma perspectiva nova sobre o amor e nos perguntamos sempre se sabemos o que é o amor, se já vivemos um amor e se sabemos amar.
E qual dessas fases de nossa vida explicaria melhor, conceituaria melhor o amor?
Na infância, o amor é algo cristalino, puro, inocente. As crianças, na verdade, amam a todos e como poderiam amar apenas uma única pessoa? O amor das crianças não é egoísta. Mas em compensação as pessoas a quem elas amam devem amar somente a elas. São ciumentas. Porém, é um amor que basta a convivência diária, as brincadeiras, o tocar das mãos, o abraço e o olhar. É um amor sublime, angelical, àquele que acredita no final feliz, com princípes e princesas e onde tudo é maravilhoso e não há problema algum.
Com o passar do tempo, percebemos que fantasiamos demais sobre o amor. Aprendemos, sobretudo, que o sofrimento faz parte do amor. Ou seria do amar? Esse é o grande mistério. Amar seria fardo e alegria concomitantemente.
Eu digo que aprendemos, mas será que aprendemos realmente? A cada nova experiência amorosa resurge o medo de amar, medo de cometer os mesmos erros e até novos erros, o medo de nos machucar e machucar uma pessoa querida; se confunde e se perde em meio a tantos devaneios, ilusões, decepções e ansiedades... e só ficamos nos lamentando e nos martizando, sem nos questionar a essência, o porquê do sofrer, pois ninguém sofre por acaso, ou sem motivo algum. Porém, mesmo com os medos, renasce também a esperança, novas expectativas brotam, novos acontecimentos fazem você crer que  poderá ser melhor, que agora finalmente você encontrou o que tanto procurou e esperou. Alguns acertam e outros erram novamente. Mas, a vida é assim: um eterno aprendizado. Não devemos desistir nem se abater. Não devemos perder por medo de perder.
Não devemos ter essa triste limitação. Não seja um daqueles que se perguntam o que aconteceu, viva o agora, faça acontecer ou simplesmente, o que é bem mais interessante, deixe acontecer. Você não se arrependerá, pois coisas maravilhosas acontecem quando não esperamos nada.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

As cinco linguagens do amor de Deus [Gary Chapman]

O livro elucida, como o próprio título já nos remete, as manifestações do amor, são elas: palavras de afirmação; toque físico; tempo de qualidade; atos de serviço e; presentes. O primeiro consiste em demonstrar seu amor, através de palavras de estímulo, tanto direcionadas ao comportamento e a personalidade da pessoa, como à aparência física. São expressões de incentivo e valorização. Já o toque físico é o próprio carinho, um aperto de mão, um abraço, é o sentir propriamente. Enquanto o tempo de qualidade reflete que o tempo dedicado a alguém é outra forma de mostrar amor, dando a essa pessoa um pedaçinho de sua vida, exibindo o quão importante são. Os atos de serviço, por sua vez, apresenta o amor de maneira particular na medida em que indaga sempre o que fazer pelos outros. E, por último, a linguagem dos presentes expressa por trás do ato de presentear que no momento da compra a pessoa pensava em você, escolheu conforme o seu gosto e o seu jeito, comprou pra te agradar.
Cada um de nós utilizamos uma dessas linguagens do amor prioritariamente e de modo principal nas nossas relações humanas cotidianas e, quando as pessoas com as quais nos relacionamos não falam nossa linguagem do amor, sejam pais, irmãos, namorados ou amigos, não nos sentimos amados por eles, porém o que se observa é que muitas vezes o que ocorre é que cada um ama a sua maneira, ou seja, cada um utiliza a sua linguagem que lhe é própria. Por isso a ideia do livro é: para manter um "reservatório" de amor sempre cheio das pessoas que você ama o ideal é aprender a "falar" a linguagem do amor dela. E é aí que o livro em uma reflexão maravilhosa nos confirma que o mais fluente em todas essas línguas é o nosso Deus, ele que é a expressão máxima de amor. O livro através de alguns exemplos de histórias de testemunhos nos traz que Deus nos atrai e nos chama através da nossa principal linguagem do amor e é por isso que o seu chamado é diferente pra cada um de nós, Ele nos conhece e nos chama pelo nome. E é pelo mesmo motivo que em sua disciplina de amor para nos corrigir e nos endireitar no caminho da retidão ele se utiliza da nossa linguagem principal, pois sabe que é só com ela que seremos verdadeiramente tocados.
Desse modo, quando Jesus diz: "Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu vos liviarei. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mt 11:28-30), nos revela amor pelas palavras de afirmação; quando diz: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão." (Jo 10:27,28), é amor através da linguagem dos presentes; para aqueles que desejam tempo de qualidade as Escrituras dizem: "Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós outros." (Tg 4:8); Já àqueles que a principal linguagem de amor consiste em atos de serviço, Jesus fala de si mesmo: "O filho do Homem [...] não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20:28); E para aqueles que entendem melhor a linguagem do toque físico, Deus se tornou homem para nos tocar, "o verbo se fez carne", e com o seu toque nos trouxe cura e esperança a todos que vieram ao seu encontro.
E, finalmente, a cruz é o maior símbolo universal do amor divino, pois nela Deus falou as cinco linguagens do amor. Quando na cruz, Jesus disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." Que palavras poderiam falar mais profundamente de amor? Em sua morte, também, realizou a forma mais suprema de serviço. Ao oferecer-se como o sacrifício supremo, reconciliou o homem pecador com o Deus Santo. A dádiva que ofereceu foi o perdão dos pecados e a vida eterna que abriu o caminho para que o homem tenha relacionamento com Deus e dedique um tempo de qualidade para o Criador. E ainda na cruz tocou o homem, cumprindo a sua promessa: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas."
Nossa parte é simplesmente aceitar o seu amor, pois Ele nos amou primeiro, quando o símbolo deu lugar à realidade e o verdadeiro Cordeiro foi sacrificado, tornando os sacrifícios do templo antigo com animais desnecessários, uma vez que a remissão dos pecados e a dádiva da vida eterna foram oferecidos pelo Deus de amor que entregou seu filho unigênito para que o perdão se fizesse possível. Não amamos a Deus para sermos aceitos por Ele, mas para respondermos ao seu amor, pois já somos aceitos e amados! Assim, como Ele nos amou e nos ama, deveremos ser canais desse amor e propagá-lo, de modo que flua na nossa vida e na de nossos irmãos, através do Espírito Santo tal amor. Pois "arraigados e alicerçados em amor", compreenderemos e conheceremos "qual a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade do amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejas tomados de toda a plenitude de Deus". [Efésios 3:14-21]
Pois a marca distinta dos seguidores de Cristo é ser instrumento de Deus para ajudar os outros a conhecer o Deus de amor, não pela argumentação ou força, mas pelo amor divino, amando uns aos outros, da mesma forma que Jesus nos amou.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Eu decidi.

Eu decidi. Decidi que o Amor é a solução. Amar TUDO! Absolutamente tudo! Com entrega total e com uma renúncia sem igual. Amar seu semelhante, sua vida como ela é, as pessoas ao seu redor, o que você tem de concreto, os seus sonhos e desejos, as suas atitudes e suas opiniões... Colocando amor, percebe-se o quanto a vida ganha um sabor especial, o quanto simples gestos podem nos emocionar e reunir pessoas que antes nao se davam bem. Afinal, pra quê guardar rancor e ódio no coração? Pra quê mágoas? Definitivamente isso só faz mal a quem os tem no coração. Meu coração só guardará amor por todas as pessoas independente de qualquer coisa, não só de raça, sexo, religião, mas vou amar os que não me aceitam, os que não me respeitam, os que não me aturam, os que são falsos comigo, os que me agridem, os que me machucam, ou seja, os que não me amam.

Eu decidi que quero ser diferente, quero disseminar amor por onde eu passar, quero deixar sorrisos nos lábios de todos os que me conheceram, quero ser alguém que ajudará em qualquer circunstância, até mesmo quando acharem que eu viraria às costas.

Eu decidi que o Amor fará a diferença na minha vida! Eu decidi que o Amor será o meu guia. E espero que muitas outras pessoas decidam a mesma coisa. É apenas uma questão de decisão, de atitude.

Eu decidi. E você?


"Se amardes aos que vos amam, que mérito há nisso? Pois também os pecadores amam aos que os amam.
E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito há nisso? Também os pecadores fazem o mesmo.
E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto.
Amai, porém a vossos inimigos, fazei bem e emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os integrantes e maus.
Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados.
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos deitarão no regaço; porque com a mesma medida com que medis, vos medirão a vós." [Lucas 6:27-38]

domingo, 21 de novembro de 2010

Amizade sem trato

Gosto muito dos textos de Martha Medeiros, tanto que, como algumas pessoas sabem, meu "quem sou eu" do orkut é uma paráfrase de um texto dela que diz que nós somos o que gostamos, nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. E quando vi esse decidir registrá-lo aqui, porque a amizade pra mim é tão fundamental quanto o amor; aliás, pra mim, a amizade é o próprio amor. É o mais puro e livre amor.

Provérbios 17,17 "um amigo ama em qualquer tempo, é um irmão no dia do perigo


"Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo.As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. VOcê não precisa de uma razão. Basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso trocar elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?Acho que é amor. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem doisamigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso."

[Martha Medeiros]