segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

As cinco linguagens do amor de Deus [Gary Chapman]

O livro elucida, como o próprio título já nos remete, as manifestações do amor, são elas: palavras de afirmação; toque físico; tempo de qualidade; atos de serviço e; presentes. O primeiro consiste em demonstrar seu amor, através de palavras de estímulo, tanto direcionadas ao comportamento e a personalidade da pessoa, como à aparência física. São expressões de incentivo e valorização. Já o toque físico é o próprio carinho, um aperto de mão, um abraço, é o sentir propriamente. Enquanto o tempo de qualidade reflete que o tempo dedicado a alguém é outra forma de mostrar amor, dando a essa pessoa um pedaçinho de sua vida, exibindo o quão importante são. Os atos de serviço, por sua vez, apresenta o amor de maneira particular na medida em que indaga sempre o que fazer pelos outros. E, por último, a linguagem dos presentes expressa por trás do ato de presentear que no momento da compra a pessoa pensava em você, escolheu conforme o seu gosto e o seu jeito, comprou pra te agradar.
Cada um de nós utilizamos uma dessas linguagens do amor prioritariamente e de modo principal nas nossas relações humanas cotidianas e, quando as pessoas com as quais nos relacionamos não falam nossa linguagem do amor, sejam pais, irmãos, namorados ou amigos, não nos sentimos amados por eles, porém o que se observa é que muitas vezes o que ocorre é que cada um ama a sua maneira, ou seja, cada um utiliza a sua linguagem que lhe é própria. Por isso a ideia do livro é: para manter um "reservatório" de amor sempre cheio das pessoas que você ama o ideal é aprender a "falar" a linguagem do amor dela. E é aí que o livro em uma reflexão maravilhosa nos confirma que o mais fluente em todas essas línguas é o nosso Deus, ele que é a expressão máxima de amor. O livro através de alguns exemplos de histórias de testemunhos nos traz que Deus nos atrai e nos chama através da nossa principal linguagem do amor e é por isso que o seu chamado é diferente pra cada um de nós, Ele nos conhece e nos chama pelo nome. E é pelo mesmo motivo que em sua disciplina de amor para nos corrigir e nos endireitar no caminho da retidão ele se utiliza da nossa linguagem principal, pois sabe que é só com ela que seremos verdadeiramente tocados.
Desse modo, quando Jesus diz: "Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu vos liviarei. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mt 11:28-30), nos revela amor pelas palavras de afirmação; quando diz: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão." (Jo 10:27,28), é amor através da linguagem dos presentes; para aqueles que desejam tempo de qualidade as Escrituras dizem: "Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós outros." (Tg 4:8); Já àqueles que a principal linguagem de amor consiste em atos de serviço, Jesus fala de si mesmo: "O filho do Homem [...] não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20:28); E para aqueles que entendem melhor a linguagem do toque físico, Deus se tornou homem para nos tocar, "o verbo se fez carne", e com o seu toque nos trouxe cura e esperança a todos que vieram ao seu encontro.
E, finalmente, a cruz é o maior símbolo universal do amor divino, pois nela Deus falou as cinco linguagens do amor. Quando na cruz, Jesus disse: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." Que palavras poderiam falar mais profundamente de amor? Em sua morte, também, realizou a forma mais suprema de serviço. Ao oferecer-se como o sacrifício supremo, reconciliou o homem pecador com o Deus Santo. A dádiva que ofereceu foi o perdão dos pecados e a vida eterna que abriu o caminho para que o homem tenha relacionamento com Deus e dedique um tempo de qualidade para o Criador. E ainda na cruz tocou o homem, cumprindo a sua promessa: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas."
Nossa parte é simplesmente aceitar o seu amor, pois Ele nos amou primeiro, quando o símbolo deu lugar à realidade e o verdadeiro Cordeiro foi sacrificado, tornando os sacrifícios do templo antigo com animais desnecessários, uma vez que a remissão dos pecados e a dádiva da vida eterna foram oferecidos pelo Deus de amor que entregou seu filho unigênito para que o perdão se fizesse possível. Não amamos a Deus para sermos aceitos por Ele, mas para respondermos ao seu amor, pois já somos aceitos e amados! Assim, como Ele nos amou e nos ama, deveremos ser canais desse amor e propagá-lo, de modo que flua na nossa vida e na de nossos irmãos, através do Espírito Santo tal amor. Pois "arraigados e alicerçados em amor", compreenderemos e conheceremos "qual a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade do amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejas tomados de toda a plenitude de Deus". [Efésios 3:14-21]
Pois a marca distinta dos seguidores de Cristo é ser instrumento de Deus para ajudar os outros a conhecer o Deus de amor, não pela argumentação ou força, mas pelo amor divino, amando uns aos outros, da mesma forma que Jesus nos amou.

3 comentários:

  1. quem sabe escrever é outra coisa né!!! ta muito bom o texto quero ler esse livro =p kkk

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  2. Devia ser reporterr.Sabe escrever bom artigos e texto.Gostei msm.Sem o Amor de Deus nao somos nd.;)bjaoo

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